Músico, intérprete, produtor e empresário, o negócio de Wilson Simoninha é a música. Filho do legendário Wilson Simonal, ele se interessou por música ainda criança, durante a adolescência fez diversos cursos de música e harmonia, com Aloísio Pontes, Wilson Cunha, Chu Viana e Maria Alvin, entre outros. Parecia certo de que seu caminho era este, mas ele decidiu estudar Direito, no entanto, no primeiro ano percebeu que sua vocação não era essa e abdicou de uma possível carreira nos tribunais para dedicar-se a música e a todas as suas possibilidades.

A trajetória artística de Wilson Simoninha começou dos anos 1980, ele integrou algumas bandas até formar a Suíte Combo, ao lado de João Marcello Bôscoli - filho de Elis Regina e Ronaldo Bôscoli. Nesta mesma época ele participou da seleção de repertório e produção dos discos Simonal e Alegria Tropical e a partir de então parou mais, tornou-se produtor e tecladista em turnês do Simonal e de Jorge Ben Jor, ganhou estrada, conquistou experiência e aperfeiçoou seus conhecimentos na área musical.

Multifacetado e mais experiente Simoninha dedicou-se mais a produção - tanto musical como cultural - neste período idealizou e co-produziu os shows que marcaram o retorno aos palcos de Jorge Ben Jor. Como produtor cultural, entre 1992 e 1994, Simoninha trabalhou em três edições do Free Jazz Festival e duas do Hollywood Rock.

Em 1994, nos EUA, ele gravou o disco In Tempo, do saxofonista japonês Sadao Watanabe, e fez sua primeira turnê pelo Japão. Já no Brasil, em 1995, Simoninha interpretou quatro faixas do álbum João Marcello Bôscoli & Cia (Flor do Futuro, Essa Menina, Distantes Demais e Carnaval e Reveillon). No ano seguinte, estreou na rádio paulistana Musical FM com o programa Cia. da Música, no ar até 1997. No ano seguinte foi convidado pelo diretor Luis Vilaça, fez a direção musical do longa-metragem Por Trás do Pano, com Denise Fraga e Luis Mello.

O empresário Wilson Simoninha surgiu neste mesmo ano , em 1998 ele Jair Oliveira, João Baptista e Dimi Kireeff criaram a S de Samba, produtora que tornou-se um importante nome no mercado publicitário, produzindo, em 11 anos de atuação, trilhas para campanhas de grandes empresas como Antártica,Dove, Bohemia, Volkswagen, Renault, Chevrolet, entre outras. Além disso, imprime sua marca em obras fonográficas - o álbum da cantora Luciana Mello, Nêga, o CD/DVD Simples, de Jair Oliveira - , filmes como Cristina Quer Casar, de Luis Vilaça e programas de televisão - Retrato Falado e Álbum de Casamento, da Rede Globo.

Paralelamente à abertura da S de Samba ele participou do projeto Artistas Reunidos, ao lado de seu irmão Max de Castro, e dos amigos Jair Oliveira, Luciana Mello, Daniel Carlomagno e Pedro Mariano. Este projeto rendeu apresentações em festivais internacionais de música e um disco, lançado pela gravadora Trama que naquele momento entrou no mercado fonográfico com o objetivo de apresentar ao público novos artistas que não tinham espaço nas multinacionais .

Durante um ano e meio Simoninha trabalhou como diretor artístico da gravadora e colocou no mercado 14 álbuns de nomes como Demônios da Garoa, Baden Powell ,Jair Rodrigues, entre outros. Ao mesmo tempo, trabalhava em seu primeiro disco.

Volume 2 foi lançado em 2000 com um repertório formado por canções inéditas e versões modernas de clássicos da MPB, como Eu e a Brisa (Johnny Alf), Bebete Vãobora (Jorge Ben) e Nanã (Moacir Santos e Mário Telles). Sucesso de público e crítica, esse trabalho deu a Simoninha o prêmio de Melhor Cantor do Ano pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA).

Em 2002 participou do projeto The New Samba Revue com Patrícia Marx, Jair Oliveira, Mad Zoo e Max de Castro. Eles saíram em turnê pela Europa, fizeram 22 shows em Portugal, França, Alemanha, Holanda, Áustria, Itália, Suíça e Inglaterra.

Assim que retornou ao Brasil, Simoninha começou uma série de apresentações para divulgar seu segundo álbum, Sambaland Club, no qual assina nove das 13 faixas. Com muitas referências ao soul e ao samba-jazz e à bossa instrumental.

Tendo em mente a receptividade do público estrangeiro em seus shows, em 2003, ainda na gravadora Trama, idealizou um projeto: Introducing Wilson Simoninha Live Sessions at Trama Studios- que tinha como foco mercado internacional. O álbum trazia releituras de suas canções e músicas inéditas. No início de 2004, para lançar o material na Europa, Simoninha fez 18 shows no continente.

Na volto apresentou ao público brasileiro um outro trabalho, realizado em parceria com Max de Castro: a caixa Wilson Simonal na Odeon (1961-1971), lançada pela EMI, com oito discos remasterizados em nove CDs, incluindo faixas só lançadas em compactos, uma série de gravações inéditas de Simonal e um livreto contando a história do cantor. Além do box, foi para o mercado Wilson Simonal Rewind, um CD com seus principais sucessos em versões remixadas por alguns dos maiores DJs do Brasil.

Em 2005, Simoninha foi convidado a participar do projeto MTV Apresenta. Era a oportunidade que faltava para homenagear o ídolo e parceiro Jorge Ben Jor. Depois de muita pesquisa, criou novos arranjos e buscou apresentar músicas menos conhecidas do público, como Quem Cochicha o Rabo Espicha, O Homem da Gravata Florida, Cowboy Jorge, Amante Amado e Porque é Proibido Pisar na Grama. O DVD contou com as participações de Paula Lima, Rappin’Hood, Toni Garrido, Max de Castro e Marco Mattoli.

Em 2006, já fora da Trama, Simoninha concebeu e dirigiu o espetáculo Soul do Brasil, que reuniu artistas de diversas gerações que navegam no universo da música negra brasileira. Com a Black Rio como banda base, apresentaram-se Hyldon, Carlos Dafé, Max de Castro, Bebeto, Luiz Vagner, Cláudio Zoli e Toni Tornado.

Entre o dia-a-dia da S de Samba, participações em shows e projetos diversos, Simoninha dedicou-se ao seu novo CD. Com produção de Max de Castro e participações especiais de Seu Jorge, Claudio Zoli, Milton Guedes, Luiz Vagner, William Magalhães (Banda Black Rio), maestro Proveta e do cubano Yaniel Matos, o disco traz uma composição em parceria com Jorge Ben Jor, três regravações e mais nove canções inéditas. Lançado em maio de 2008, representa uma continuidade e maturidade do trabalho de Simoninha em todos estes anos. Daí o nome: Melhor.

2009 foi um ano de novos e bem sucedidos projetos e de mais turnês pela Europa. Wilson Simoninha participou do álbum Nego – composto por canções americanas em versões brasileiras - de Carlos Rennó e Jaques Morelenbaum – ele faz um dueto com a Ná Ozzetti na canção Queria estar amando alguém (I Wish I Were In Love Again). Já no CD/DVD Samba Social Clube 4 ele canta Malandro de Jorge Aragão e JB. No projeto 100 anos de Ataulfo Alves ele divide os vocais com Fabiana Cozza em um medlley - Vai, mas vai mesmo/Laranja madura. Simoninha também participou do disco Acesa de Alcione, ele produziu e fez um dueto com ela na faixa Chutando o Balde.

Em agosto de 2009, ao lado seu imão, Max de Castro, Simoninha concebeu e comandou o show Baile do Simonal que reuniu, em torno do cancioneiro de seu pai, cantores como Caetano Veloso, ED Motta, Seu Jorge, Maria Rita, Samuel Rosa, entre outros. Esta apresentação aconteceu no Rio de Janeiro, foi gravada e resultou em DVD/CD lançado pela EMI Music e foi transmitida como especial de fim de ano da TV Globo.

Em 2010 Wilson Simoninha e Max de Castro estão em turnê com o show Baile do Simonal que é sucesso de público e crítica. Em Fevereiro eles estiveram no Morro da Urca, no dia 19, e contaram com participações de Sandra de Sá e Banda Moinho. No dia 27 deste mesmo mês eles se apresentaram no Citibank Hall em São Paulo. A apresentação teve lotação esgotada e participações de Ed Motta, Jair Rodrigues, Fernanda Abreu e Marcelo D2.

Wilson Simoninha:          Max de Castro:
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